segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Geologia do Petar

Pesquisadores do Instituto Geográfico e Geológico, como Theodoro Knecht e José Epitácio Passos Guimarães realizaram vários e relevantes estudos sobre as mineralizações da região. Nas décadas de 30 e 40, instalações metalúrgicas foram construídas em Espírito Santo, Palmital (Apiaí) e Panelas (Adrianópolis, PR). As duas primeiras operaram por curto período de tempo. A última funcionou até 1995, quando foi paralisada a mina Canoas 2. Antes mesmo do declínio da mineração de chumbo e prata teve início, nos anos 50, a mineração das rochas carbonáticas, calcários e dolomitos, para a produção de cal, cimento e corretivo de solo.

O contexto geológico da região é o da Faixa Dobrada Apiaí, composta pela sequência metassedimentar supra-crustal vulcano-sedimentar, denominada de Grupo Açungui, o qual é compartimentado em blocos tectônicos seguindo um sistema de zonas de cisalhamento transcorrentes com sentidos NE-SW. O PETAR localiza-se no bloco tectônico do Lajeado, limitado a norte pelo lineamento "Quarenta Oitavas" e a sul pela falha da Figueira.

Este bloco é ocupado pela seqüencia metassedimentar de baixo grau metamórfico do Subgrupo Lajeado, composta por unidades pelíticas, psamíticas e carbonáticas, incluindo um corpo de gabro no topo. As rochas carbonáticas pertencem às Formações Bairro da Serra, Mina de Furnas e Passa Vinte. A primeira com maior expressão em área, tanto no Petar, quanto no Bloco Lajeado.

Clima e Vegetação

A área do PETAR está inserida numa região climática de transição entre o clima quente das latitudes baixas e o clima temperado mesotérmico das latitudes médias, típico da região sul. O clima da área é classificado como subquente e superúmido, sem estação seca. A média anual de precipitação é de 1963,3 mm, sendo que a estação chuvosa (outubro a março) concentra 1281,5 mm e a estação mais seca (abril a setembro), 681,8 mm. As médias térmicas anuais normalmente encontram-se entre 20ºC a 22ºC. As amplitudes térmicas anuais são relativamente baixas, em grande parte devido à presença da "vizinhança" oceânica.

Na região, o clima permite o desenvolvimento da Floresta Perenifólia Higrófila Costeira, que apresenta uma fisionomia alta e densa, consequência da variedade de espécies pertencentes a várias formas biológicas e estratos. Seus elementos mais altos podem alcançar de 25 a 30 metros. O grande número de lianas, epífitas, fetos arborescentes e palmeiras dá a esta floresta um caráter tipicamente tropical.

O Rio

Os ecossistemas de água doce do Vale do Ribeira possuem uma fauna rica e variada.
Algumas espécies de peixes encontradas no Rio Ribeira e afluentes são: Bagremole Acentronichthys leptos; Bagre-cego Pimelodella kronei; Tapijara- Hypostomus tapijara; Cascudinho - Isbrueckerichthys epakmos; Cambeva -Trichomycterus davisi; Lambarizinho - Spintherobolus leptoura. Dentre os crustáceos de água doce são abundantemente encontrados a lagostinha do Ribeira – Macrobrachium carcinus, e o pitú - Macrobrachium acanthurus. Outras espécies típicas deste ecossistema são: o jacaré do papo amarelo- Caiman latirostris, o colhereiro- Ajaia ajaia, e a lontra Lontra longicaudis Olfers.

Curiosidade: Mais da metade do território do Vale do Ribeira é protegido legalmente por meio de um mosaico integrado de unidades de conservação marinhas e terrestres como parques, estações ecológicas, áreas de proteção ambiental (APAs), que formam uma espécie de cordão de proteção do patrimônio natural, soicoambiental, cultural, arqueológico espeleológico e histórico. Entre essas unidades de conservação pode se- citar o Parque Estadual do Alto Ribeira (Petar), o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, o Parque Estadual de Jacupiranga e a Estação Ecológica Juréia-Itatins entre outros. Por tudo isso, é que em 1999, a Unesco conferiu à Reserva da Mata Atlântica do Sudeste, constituída por 17 muncípios do Vale do Ribeira, o título de Patrimônio Histórico e Ambiental da Humanidade, pelo fato de possuir os melhores e mais extensos remanescentes de Mata Atlântica na região sudeste do Brasil. São 470.000 ha, que revelam a riqueza biológica e evolução histórica do Bioma, além da beleza da paisagem.

Flora do Vale do Ribeira

Em relação à flora, o contínuo ecológico da região permite a sobrevivência de espécies típicas de matas íntegras, como canelas cedros, figueira, jatobá, bucúva, etc. Ainda, resultante do bom estado de conservação das matas, encontram-se nestas Unidades de Conservação remanescentes de palmito-juçara, considerada espécie-chave na cadeia alimentar da Mata Atlântica, responsável, através de sua grande quantidade de frutos, pela alimentação de vário animais na floresta.

Grande parte de sua extração é ilegal, e esta espécie tem desaparecido das matas não protegidas. Importante também no equilíbrio desta floresta, é a rica variedade de Epífitas (bromélias, orquídeas, lianas), que colonizam os troncos e copas de árvores frondosas, sendo lar para vários tipos de invertebrados e anfíbios, que alimentam grande parte da fauna regional. Quando nos referimos à flora relacionada ao PETAR, notamos a grande importância ecológica, tal que permite a sobrevivência de espécies típicas de matas integra. Em foco citados: canelas, cedros, figueiras, jatobás, bucúvas, e entre outras.

Ainda assim, resultado do bom estado de conservação das matas pode encontrar nesta conservação remanescentes de palmito juçara, considerada espécie em foco na cadeia alimentar da mata atlântica, através de sua grande quantidade de frutos, pela alimentação dos diversos animais na floresta. Grande parte de sua extração é ilegal, causando a diminuição da espécie nas matas não protegidas. Algo importante também no equilíbrio desta floresta é a rica variedade de Epífitas (bromélias, orquídeas, lianas), que colonizam os troncos e copas de arvores frondosas, concluindo assim que se torna lar para vários tipos de invertebrados e anfíbios, que alimentam grande parte da sua imensa fauna regionais.

Fauna do Vale do Ribeira

O Vale do Ribeira está localizado no sul do estado de São Paulo e ao leste do estado do Paraná. Recebe este nome em função da bacia hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e ao Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananéia e Paranaguá.Cerca de 30 outras espécies de vertebrados encontram-se na lista de ameaçados de extinção, como a rara ave marialeque, a ágil lontra e curioso cágado, entre outros.

A proximidade de outras Unidades de Conservação vizinhas, como o Parque Estadual Intervales – PEI, Parque Estadual Carlos Botelho – PECB e Estação Ecológica de Xitué – EEX, aliado à existência de uma área de entorno ainda conservada, assegura à região um contínuo de mata íntegra que permite a existência de espécies faunísticas de amplo território, como a onça-pintada, o muriqui e harpia.

Quilombo

Não é só da grande riqueza ambiental preservada, que torna o Vale do Ribeira, região onde está o PETAR tão especial. Seu patrimônio cultural é igualmente valioso.Em seu território se encontram o maior número de comunidades remanescentes de quilombos de todo o estado de São Paulo, comunidades caiçaras, índios Guarani, pescadores tradicionais e pequenos produtores rurais. Trata-se de uma diversidade cultural raramente encontrada em locais tão próximos de regiões altamente urbanizadas, como São Paulo e Curitiba.

É possível encontrar ainda na região pessoas que desconheçam o que seja ‘Coca-Cola’ ou ‘Msn / Orkut’. Quilombo é sinônimo de luta pela terra e liberdade, e desta luta que começou há mais de trezentos anos surgiram as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. Comunidades que sobreviveram até hoje na contracorrente da concentração fundiária e da devastação da Mata Atlântica.Hoje os quilombolas são exemplos de convívio entre populações humanas e a Mata Atlântica e atores importantes em projetos de desenvolvimento sustentável.
Em alguns dos quilombos são desenvolvidos projetos de agro floresta e de Educação Ambiental, um exemplo é o Quilombo do Ivaporunduva que possuí estrutura para receber escolas.O Quilombo do Ivaporunduva: esta localizado no Município de Eldorado São Paulo, na SP 165, Eldorado/Iporanga, às margens do Rio Ribeira de Iguape. A sobrevivência dessas famílias é conseguida com o cultivo tradicional de roça: arroz, mandioca, milho, feijão, verduras e legumes para uso próprio. Para o consumo e geração de renda produzem banana orgânica e artesanato, recebem grupos escolares para turismo, além de algumas pessoas que são funcionárias da prefeitura e aposentadas.Até a 4a. série do ensino fundamental, as crianças estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, que iniciou recentemente um trabalho de educação diferenciada, na Comunidade André Lopes.

Para cursar o ensino médio, freqüentam escolas no bairro de Itapeúna ou na cidade de Eldorado. O ensino superior só é acessível em Registro ou São Paulo.A comunidade possui também um posto de saúde, onde semanalmente um médico e uma enfermeira dão consultas. Para exames ou tratamento, é preciso recorrer ao hospital na cidade. O Telecentro Comunitário, com acesso à internet e oito computadores, trouxe a inclusão digital para crianças, jovens e adultos, facilitando a gestão da associação, pesquisas escolares, serviços diversos e comunicação em geral.


No quilombo são desenvolvido algumas atividades como:Produção e comercialização de bananas orgânicas, Artesanato de palha de bananeira, Viveiro (palmito juçara) e Turismo. É dada uma palestra sobre a história e características da comunidade, trilhas, visita à roça e almoço típico. Dependendo da época e disposição dos visitantes, participam da barreação de casa de pau-a-pique e trabalho na roça.

Estalactite & Estalagmite

As palavras estalactite e estalagmite remetem á palavra grega "stalassein", que significa "pingar".As cavernas de calcário, onde a maior parte das estalactites e estalagmites são encontradas , são compostas principalmente de calcita, um mineral comum encontrado nas rochas sedimentares.As moléculas de calcita são constituídas de cálcio e íons carbonato e são chamadas de CaCO3, ou carbonato de cálcio. Quando a água da chuva cai sobre uma caverna e escorre pelas rochas, ela carrega o dióxido de carbono e os minerais do calcário.

Ca (HCO3)2 é conhecido como bicarbonato de cálcio e a água carrega a substância, basicamente calcita dissolvida, através das fendas do teto de uma caverna. Entretanto, uma vez que a água entra em contato com o ar dentro da caverna, parte do bicarbonato de cálcio se transforma em carbonato de cálcio e a calcita começa a se formar ao redor da fenda.

À medida que a água continua pingando, o comprimento e a espessura da calcita aumentam, surgindo, finalmente, uma estalactite no teto. A formação das estalactites pode levar muito tempo - geralmente, crescem em torno de 6 mm e 25 mm por século.Evidentemente, as estalagmites não surgem simplesmente do chão. A água que pinga da ponta de uma estalactite cai no chão de uma caverna e deposita calcita em um monte. Logo, surgirá uma estalagmite semelhante à forma de um cone.

É por esse motivo que você geralmente encontra estalactites e estalagmites em pares e, às vezes, elas crescerão juntas para formar uma grande coluna. Existem muitas cavernas de calcário no mundo, famosas por suas exibições de gotejamento, como as cavernas Carlsbad (no Novo México), as cavernas Timpanogos (em Utá), a caverna Mammoth (em Kentucky), e as cavernas Jenolan e Buchan (na Austrália).